quarta-feira, novembro 17, 2004

Metro pós-Túnel do Rossio

O Metro pós-Rossio tem um lado positivo do ponto de vista económico: poupa-se uma pipa de massa em perfume. Não vale a pena o carcanhol que se gasta. Qualquer que seja o perfume que se põe, depois de andar de Metro cheiramos todos a Ives-Saint-Laurent-Boss-Paco-Rabanne-Escada-Praça-do-Feijó-“Olhó-parfume-a-15-éros!”-Chanel. Inexoravelmente.

Engomar roupa para andar no Metro?! Olha que belo desperdício de electricidade, hein?
E tentar ler um jornal no Metro?
- Oh amigo, pode-me virar a página, por favor? É que eu já tentei com a boca mas estou farto de cuspir químicos. Obrigado.

Eu tenho a minha teoria politico-partidária sobre o Metro: acho sinceramente que o Metro de Lisboa é comunista. Em hora de ponta, não há classes. Não há ricos nem pobres. É tudo pobre.É o único sítio onde se aplica literalmente a expressão “ninguém tem onde cair morto”.Nem vivo.Ninguém tem onde cair, pura e simplesmente.

E agora então com as obras no Túnel do Rossio há tanta gente junta no Metro, que se algum cliente (a.k.a. utente) regurgitar a fruta do pequeno almoço, há pelo menos 15 felizes contemplados com um penteado “Carmen Miranda” fresco e fofo!

Basta olhar para o Metro em Sete Rios e dá logo para perceber porque é que a estação se chama Jardim Zoológico!

Bichos!