quarta-feira, dezembro 15, 2004

Burgessos da Rapaqueca - Semana V

Pessoal, o comentário desta semana também deve ter ido ao Japão com o FêCêPê, porque ficou com Jet-Lag e chegou com dois dias de atraso!

Não, agora fora de brincadeiras, isto tem de ir por correio electrónico, e a malta sabe muito bem como é que funcionam os correios na altura do Natal!

Pronto, está visto que as minhas desculpas de queixinhas pegam tão bem com as do Santana Lopes!

Bom, mas por falar em FêCêPê, a tripeirada anda toda emproada por terem sido coroados campeões de todo o Mundo, excepto a Ásia, a África, a Oceânia, a América do Norte e a América Central.

Num jogo competitivo e tão rápido e electrizante como as partidas entre o Karpov e o Kasparov, os portistas fizeram jus à fama de raçudos na abordagem ao jogo, e os colombianos também não deixaram cair a sua fama, e passaram o jogo todo “snifados”! Eh Eh!

Cá para mim, “Once Caldas” é um nome demasiado pomposo para aquela equipa de “Paulos Almeidas”, pá. É que os “once” colombianos juntos não valiam um das Caldas!

O jogo só chegou a penaltis, porque se de um lado estava o “Once Caldas”, do outro estavam os “Onze Baldas”! Eh eh!

Quem veio contentíssimo da viagem ao Japão foi o Pinto da Costa, que vai recomendar a ida aos amigos do Apito Dourado. E que a malta foi impedida de frequentar casas da noite portuguesa, mas as boas casas de alterne do Japão abrem para aí às nossas três da tarde! Eh eh!

Apesar de falhar um penalty, o “Jim Carrey do Porto” ganhou um carro desportivo por ter sido o melhor em campo, e disse no final da partida: “Dedico este prémio à minha família”


Cá para mim o irmão do Maniche que vive na penúria e a quem ele não liga puto já lhe deve ter ligado a dizer: “Oh Nuno, eu quero as minhas jantes, pá!”

Por falar em Nuno, os jogadores do FêCêPê já sabem o que vão dar no Natal ao guarda-redes titularíssimo sempre que o Baía ‘tá de molho: o livro didáctico
“Ás vezes os jogadores também chutam para o teu lado esquerdo, totó!”
Eh eh! Há gajos teimosos, pá!

E por falar em teimosias – isto hoje está deveras encadeado, pá –, o Benfas não desgruda do Porto nem que lhe paguem! Os homens gostam tanto dos tripeiros que, como eles não jogaram para a Superliga este fim-de-semana, o Benfica resolveu fazer o mesmo!

O terramoto de epicentro em Belém e magnitude 4.1 na escala de Trappalhoni deu um abanão nas apirações da malta, pá.
O glorioso já não comia quatro pastéis de Belém num jogo desde os tempos em que o Trapalhoni tinha cabelo escuro!

Alguns pseudo-benfiquistas pertencentes às facções idiossincrásicas de adeptos (há quem lhes chame outras coisas, mas isto hoje ‘tá com um nível vocabular muito à frente!) atiraram pedregulhos ao autocarro da equipa.
Foi um desperdício de pedras. Se tivessem encostado as vossas cabeças ao autocarro, tinham furado as janelas muito mais facilmente!
Cambada de burgessos!

Quem nos deu uma pequena alegria no fim-de-semana foi o Jesualdo. O Braga, depois de ter deixado o Dragão sem fôlego e de ter apagado a Luz, puxou o Autoclismo!
O Sporting queixa-se de ter sido roubado no golo do Hugo Viana, mas há que dar um desconto ao fiscal, pá. É que o Hugo Viana é muito rápido. O tipo anda tão depressa, tão depressa, que às vezes até capota! Eh eh eh!

O mentalmente ágil como um caracol Dias da Cunha veio dizer, ainda antes do Belém-Benfica, para atentarem nos benefícios do rival nos últimos dois jogos.
Eu nisso tenho de concordar com o quezilento velhote: principalmente no penúltimo jogo, o Glorioso foi extremamente beneficiado na fantástica vitória de 0-1 com o Leiria! Eh eh eh!

Eu quando ouço o Dias da Cunha até tenho pena dele, e passo a vida a perguntar-me a mim mesmo: “Mas quem é a criatura maldosa que escreve os textos para este homem?”

Assim como assim, quem já vai na frente são os tecnicistas do Pacheco. A malta benfiquista bem queria animar a quadra com um Pai Natal vermelho, mas quem vai à frente é o Abominável Homem das Neves!

Entretanto, o Deco ficou em segundo lugar na bola de ouro, troféu ganho pelo Shevchenko, que é ucraniano.
Ou seja, já não bastava o Festival Eurovisão da Canção, agora até as votações da bola são políticas!

Cambada de bichos!

Inté, camaradas!