sexta-feira, fevereiro 04, 2005

O verdadeiro debate eleitoral

O Blog do Burgesso lança aqui, para essas largas unidades de leitores que nos seguem, a transcrição integral do emocionante e abrangente debate político que pôs frente a frente líderes de vários partidos com alguma expressão no nosso país, e que teve direito a transmissão televisiva em horário nobre no famoso Canal Pirata do Fogueteiro, na passada quinta-feira, moderado pelo já célebre Adelino Burgesso, esse ícone do jornalismo pirata.

Moderador: Boa noite. O Underground Político Português (UPP) é cada vez mais uma força emergente e com voz neste país, vincada no boom de blogs e outros meios de comunicação em que vozes anónimas se erguem e se assumem como as verdadeiras consciências políticas deste país.
Como há uma infinidade de correntes políticas no UPP, decidimos convidar apenas líderes dos maiores partidos do UPP, isto é, aqueles que englobam mais de dez militantes.
Comigo tenho os seguintes convidados:
Dr. Peter Lopes do Partido da Revista Social e Democrata (PRSD),
Dr. Chico Parte a Louçã do Bloco de Direita (BD),
Dr. Paulo Salazar do Partido Impopular (PI),
Dr. Jerónimo Cunhal do Partido Comodista (PC),
Dr. Zé Aristóteles do Partido Social à Vista (PSV),
e a grande revelação desta campanha eleitoral, Dr. Dias do Sistema do Partido “Os verdes de Alvalade” (POVA).

Moderador: Boa noite, meus senhores. Quais são, para vós, os pontos fundamentais para conseguirem tocar a população portuguesa?

POVA: Eu acho que ponto fundamental a aflorar aqui é a problemática do sistema. E o sistema aqui tem duas faces: a Esquerda e a Direita. E enquanto se mantiver este sistema o país não avança com transparência.

BD: Temos de visar o tema da deslocalização. Eu sou totalmente a favor da deslocalização das empresas.
Senão veja: se nós permitimos que os povos africanos e de Leste se desloquem para Portugal, que os trabalhadores portugueses se desloquem para fora, que moral temos para dizer aos patrões: “Não, não, os senhores não se deslocam!”?
Ainda por cima quando toda a gente sabe que na China se trabalha aos fins-de-semana e tudo, não é como esta cambada de molengas, e ainda por cima não ganham os ordenados principescos que se ganham neste país e que atingem, e isso eu sei e não admito que me desdigam, os 80 contos por mês!
Ora a descansar dois dias seguidos e a ganhar assim, querem o quê? Se calhar ainda querem subsidiozitos para o transporte e para o almoço, não?!

PSV: Mas uma empresa não se deve deslocar, Dr.

BD: Mas não deve porquê?

PSV: Ora, não deve porquê… porque é o que está escrito no teleponto que eu tenho à frente.

BD: Mas alguém se dignou a ler revistas de saúde? Meus amigos, para se ser saudável é necessário caminhar, fazer exercício, mexer-se! Ora uma empresa que não sai do mesmo sítio não se mexe, logo não é saudável! Se as empresas não são saudáveis, logo a Economia não é saudável, logo as pessoas não têm poder de compra, logo passam fome.
Conclusão: se não se deslocam as empresas, a malta acaba por morrer, pá! Isto é básico! Ou eu sou algum visionário?

POVA: Eu já não me lembro se já frisei este ponto, que considero fundamental para esta conversa, mas eu creio que o problema fulcral está no sistema.

PRSD: Eu acho que o ponto fundamental para tocar nas portuguesas é o ponto G, porque é de longe o que mais as excita.
E é aí que reside o meu grande trunfo: eu sei onde fica o ponto G das mulheres, ao contrário de outros, que quanto muito sabem onde fica o dos homens! Ah ah ah! Esta foi gira!

Moderador: Está a referir-se indirectamente às escolhas sexuais de algum candidato da oposição?

PRSD: Não, ouça, para mim a vida pessoal de cada um é irrelevante em termos políticos.

PSV: Eu gostaria apenas de dizer que o PSV tem ideias muito claras acerca deste assunto, de matéria relevante para a vida dos portugueses.

Moderador: E que são…?

PSV: …muito claras. São muito claras. Foi o que acabei de dizer.
São claras e definem um choque tecnológico na vida dos portugueses.

PI: Para nós, e sendo Portugal um país de mar, o fundamental é a defesa do mar, porque o mar é útil. Temos para isso em carteira mais dois submarinos e um porta-aviões para compra. Os portugueses sabem que eu dou importância à nossa retaguarda, porque a retaguarda é útil.

Moderador: Mas o Prof. Cadilhe referiu há dias que somos um país de marinheiros…

PI: Éramos. Mas estamos a envidar esforços para que a situação mude, retirando subsídios aos pescadores e investindo na Marinha. Temos de preservar a retaguarda.

PRSD: Essa insistência na retaguarda deve estar relacionada com a piscadela de olho do seu partido aqui ao PSV, não? Ah ah! Esta foi gira, pá. Foi bem metida.

Moderador: Está a fazer uma piada com as eventuais escolhas sexuais destes candidatos da oposição, creio…

PRSD: Não, ouça, para mim a vida pessoal de cada um é irrelevante em termos políticos.

POVA
:
O problema do nosso mar não é um problema de subsídios ou da armada nacional. É claramente um problema do sistema, e enquanto o sistema não mudar não haverá transparência.

PSV:
Eu gostava de frisar que o PSV está atento aos problemas dos pescadores e quer uma mudança. Para tal tem ideias muito claras com base num choque tecnológico das embarcações marítimas.

Moderador: E que são…?

PSV: …muito claras. São ideias muito claras que estão no nosso programa eleitoral. E os portugueses têm de escolher entre a continuidade e a mudança. E nós trazemos confiança.

BD: Eu acho que é um desperdício a compra de mais submarinos. Creio que deveria haver uma deslocalização dos submarinos para outros países, com proveito financeiro para Portugal.

PRSD: Eu sou contra, e vou lutar contra ventos e marés, dentro de um partido que nos pontapeia na incubadora, num país que nos filma pouco e dá mais audiência à oposição que ao Governo. Mas vou lutar e mostrar que sou do contra.

Moderador: E é contra este projecto em que sentido?

PRSD: Sou Contra. Ponto final. E vou sê-lo, contra ventos e marés, dentro de um partido que nos pontapeia…

Moderador: Ok, acho que já todos percebemos. Avancemos então no assunto. Lembro ao candidato Comodista que pode dar a sua opinião…

PC: Bom, o Partido Comodista quer mudar o país. Mudar a sério.
Eu trago sangue novo e ideias novas, ao contrário deste Governo que pisca o olho à direita, governa mal os trabalhadores, está a servir os grandes interesses do patronato e pratica a política do “Quero, posso e mando”.

Moderador: Eu já ouvi esse discurso algures…

PC: Ouviu agora, fui eu que o disse. É um discurso novo, porque temos de mudar. Mudar a sério.

BD: Ah! Vão deslocalizar o País!

PC: Não. Mas vamos mudar seguindo linhas democratas como as que aplicamos internamente ao Partido, bem como as aplicadas em democracias que alguns camaradas nossos conhecem, como a Coreia do Norte, por exemplo.

POVA: Isso são democracias do sistema!

Moderador: Bom, falemos de política externa. Os senhores são a favor ou contra a permanência da GNR no Iraque?

PSV: Bom, temos de nos imiscuir neste assunto atacando o cerne da questão, e tendo ideias claras que passem por um choque tecnológico na GNR. E agora perguntam vocês “Mas que ideias serão essas?” e eu respondo-vos, olhos nos olhos, com a clareza e confiança que caracteriza o PSV e que vai permitir a mudança na política externa deste país.

POVA: Eu creio que ainda não aflorámos o tema Iraque na sua verdadeira acepção. O problema está no sistema. É um sistema capitalista de ataque ao petróleo, e o sistema tem duas faces: Bush e Blair. E enquanto este sistema vigorar o Iraque continuará a ser uma mina a explorar por estes novos oligarcas mundiais que usam as Nações Unidas a seu bel-prazer.

Moderador: Candidato comodista…

PC: O colega do POVA já utilizou os termos "oligarcas" e "capitalistas", portanto não tenho mais nada a acrescentar. Ah, espere, "fascistas". Falta esse. Bush e Blair praticam o neo-fascismo, piscam o olho à extrema-direita, governam mal os contingentes das Nações Unidas e praticam a política do “Quero, posso e mando”.

BD: Eu tenho plena consciência de que já todos percebemos que a problemática presente neste assunto passa por uma deslocalização do Iraque. O Iraque está rodeado de inimigos históricos e regimes muçulmanos de paz instável, pelo que deveria ser deslocalizado no mapa para território europeu.

PI: Para grande espanto meu, tenho de concordar com o colega do BD. Vamos falar do que é útil. O Iraque é útil à União Europeia. Ok, tem uns ligeiros problemas com direitos humanos, educação das crianças e guerras, mas nada que um cântico do hino nacional nas escolas e quatro submarinos não consigam estancar.
O Iraque tem petróleo útil, e os portugueses têm de saber o que é útil.

PSV: Eu creio que se pode resolver o problema do Iraque, e temos ideias claras para que todos os Homens vivam em comunidade.

PRSD: Deves ter, deves. Maluca!

Moderador: Está a fazer uma piada com a frase “homens em comunidade”, referindo-se ao eventual espírito gay do candidato da oposição, creio…

PRSD: Ah ah! Esta foi boa … Não, ouça, para mim a vida pessoal de cada um é irrelevante em termos políticos.

Moderador: Bom, falemos agora de pensões. Se os senhores formarem Governo, vão melhorar as pensões?

PRSD: Com certeza. Principalmente as pensões com menos condições, como uma em Lisboa em que uma pessoa paga mais de 100 euros para ir dar uma volta com uma brasileira e no final, além de descobrir que a Joana afinal era um Ricardão, ainda se depara com baratas e…

Moderador: Eu estou-me a referir aos idosos…

PRSD: Sim, mas estas medidas também auxiliam os idosos. A medicina avançou muito e hoje em dia, com os Viagras e essas coisas, os idosos também frequentam essas pensões e…

Moderador: Pensões de reforma!

PRSD: Ah, essas. Pois, nós já estamos a convergir, e eu sou amigo dos idosos. Ainda ontem dei 50 cêntimos a um idoso na Avenida da Liberdade e não fui filmado pela televisão, que prefere filmar os comícios da oposição. Mas vamos lutar dentro de um partido que nos pontapeia, num país…

Moderador: Tudo bem. Engenheiro Aristóteles…

PSV: É nosso objectivo trazer as reformas de todos os portugueses para o limiar da pobreza.

Moderador: Ora aqui está uma ideia concreta do PSV!

PC: Eh lá!

BD: É isso! Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe!

PI: A outra passou-se!

Mas em termos de contas públicas isso é praticamente impossível, Eng. Aristóteles.

PSV: Pelo contrário. Nós temos portugueses a ganhar reformas de três, quatro, cinco mil euros. Se trouxermos todos para o limiar da pobreza compensaremos as eventuais subidas de reformas, e ainda sobra dinheiro para promover um choque tecnológico nos pensionistas.
E queria frisar que o Partido Social à Vista devolverá a confiança aos pensionistas, apostando na mudança, em detrimento da continuidade.

POVA: Os pensionistas são as grandes vítimas do sistema, que tem duas faces: a Segurança Social, e agora não me lembro da outra.

BD: O problema está na necessidade de deslocalizar a idade da reforma, e deslocalizar os reformados para o interior, dando-lhes um palmo de terra e um subsídio da UE.
Desta forma, os reformados teriam o que cultivar, comeriam produtos naturais, e como tal não passavam fome nem adoeciam, não fazendo sentido pagar-lhes reforma.

PI: Bom, vamos falar do que é útil para os reformados. Deixe-me só tirar o casaco e pôr a boina…

PC: Os reformados são o nosso cavalo de batalha, até porque são eles que comparecem aos nossos comícios. Camaradas pensionistas, temos de mudar a sério, e romper com esta política de direita que governa mal os pensionistas.

Moderador: Quando fala em romper com a política anterior, fala enfim em ter um espírito renovador…

PC: Renova…?! Cruz credo, homem! Oiça, eu até gosto de o ver na TV e tudo isso, mas não lhe admito que me chame esse tipo de nomes.

Moderador: Peço desculpa, não foi minha intenção. Passemos para um assunto mais polémico. Aborto: sim ou não?

BD: A problemática do aborto reside na retrógrada e preconceituosa sociedade portuguesa. Mas eu acho sinceramente que esta discussão não tem sentido neste círculo de candidatos, porque não vou discutir este tema com esta gente.

Moderador: Queira justificar essa decisão, se não se importa…

BD: É simples. O candidato do POVA está senil, o do PI nunca gerou uma vida, os do PRSD e PSV são divorciados e o do PC é Comodista. Como tal, acho que devíamos deslocalizar o tema de discussão.

PI: Eu sou contra o aborto, porque é indigno uma mulher querer ter direitos sobre si e sobre uma vida que não é a sua. Este debate, aliás, só se põe porque a sociedade portuguesa desleixou-se e deixou as mulheres saírem da cozinha e terem opinião. E isso não é útil.

Moderador: Concorda então com os julgamentos públicos que têm sido feitos?

PI: Não, mas isso não é um problema da lei, mas sim da sua aplicação. Nos bons tempos da PIDE as senhoras seriam devidamente sequestradas e presas num calabouço sem necessidade de intervenções patéticas dos tribunais.

Moderador: Engenheiro…

PSV: Bom, o meu partido tem como objectivo a mudança. E mudança no sentido de promover um referendo, clarificar posições, dar confiança às mulheres portuguesas. Eu sinto os problemas das mulheres portuguesas, apesar de não ser mulher.

PRSD: Mas para lá caminhas! Ah ah ah! Maluca!

Moderador: Está a fazer uma piada com o eventual espírito gay do candidato da oposição, creio…

PRSD: Não, ouça, para mim a vida pessoal de cada um é irrelevante em termos políticos.

PC: Nós somos a favor da despenalização do aborto. Eu trouxe até um discurso preparado por uma camarada minha que passarei a citar:
“Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a …”

Moderador: Ok, ficámos esclarecidos.

POVA: Eu gostava de esclarecer o povo português sobre este assunto, e referir que o aborto é um filho do sistema, que tem duas faces: a Igreja e as clínicas privadas.

Moderador: Crê mesmo que os abortos são filhos do sistema?

POVA: Sem dúvida. Veja-se o caso do Emplastro, e pergunte-lhe lá quem é o pai dele. Rosto do sistema, claramente.

Moderador: O tempo está a esgotar-se, mas não gostaria de terminar sem debater outro assunto polémico: escândalos Casa Pia e Apito Dourado, como os vão gerir?

POVA: Ora cá está mais um filho do sistema: o processo Casa Pia. Este sistema tem basicamente duas faces: a classe poderosa – políticos, figuras conhecidas – e a opinião popular. E só rompendo com o sistema e sendo imparcial a estes dois tipos de pressão se pode chegar à verdade e punir os efectivos culpados.

Moderador: E quanto ao Apito Dourado?

POVA: Pois, aí já não me recordo de qual é o sistema, confesso… eram uns tipos lá do norte, eram…

PC: Eu estou ciente de que esta problemática resulta da promiscuidade do poder político e de figuras conhecidas, tanto num como noutro caso, e nós propomos um choque tecnológico a este nível.

Moderador: Ena, um discurso articulado!

PC: Ah, peço desculpa, estava a ler o teleponto aqui do meu colega.
Bom, quanto ao futebol, cremos que caminha finalmente numa rota séria, agora que os nossos camaradas russos resolveram entrar em acção.
Quanto ao processo Casa Pia, é por demais sabido que tem como intervenientes figuras públicas reconhecidamente ligadas ao PSV.

PSV: Olha, isso vindo de quem come criancinhas ao pequeno almoço…

PI: Tenho de admitir que a intervenção do colega do PC foi útil. O PSV tem efectivamente nos seus quadros de militância indivíduos que supostamente se intrometem sexualmente com menores!

PSV: Cala-te ó Borboleta do Parque Eduardo VII!

PRSD: Eh eh! Olha as comadres a arranharem-se! Só falta a lama! Malucas! Eh eh!

Moderador: Ah! Agora sim! Está a fazer uma piada com o eventual espírito gay dos candidatos da oposição!

PRSD: Acha que sim?! Ouça, para mim a vida pessoal de cada um é irrelevante em termos políticos.

BD: Eu gostaria de introduzir – salvo seja – uma problemática deveras pertinente neste assunto: a deslocalização.

Moderador: A deslocalização?

BD: Exactamente. O processo Casa Pia está deslocalizado no tempo, daí as incongruências do processo. Tem de se actuar mais cedo, protegendo as minorias, e neste caso concreto as minorias de idade.

Moderador: E o futebol?

BD: O futebol deveria ser deslocalizado para a China, onde os trabalhadores ganham muito menos e pelo menos correm.

Moderador: Bom, infelizmente o tempo urge e sou informado pela régie de que temos de partir para as alegações finais.
Queria então agradecer a todos os candidatos e pedir-lhes para procederem às vossas declarações finais. Começamos pelo candidato do Partido Social à Vista.

PSV: Os portugueses precisam de confiança. E para isso têm de apostar na mudança.
Nós somos os únicos com um programa de choque tecnológico. Pelo contrário, o líder do PRSD é avesso às novas tecnologias, mormente ao blog do Dr. Pacheco Pereira.
Votem na mudança, na confiança. O país está pior, connosco ficará melhor.
Como puderam observar, temos ideias claras e definidas para o país.
Votem no Partido Social à Vista.

Moderador: Dr. Lopes…

PRSD: O país não tem alternativas a nós. Sem querer atacar a vida pessoal de cada um - coisa que eu não faço e sou, eu próprio, uma vítima - queria dizer-vos olhos nos olhos: olhem à vossa volta.
O PRSD concorre contra um Comodista, um “deslocalizado” dos problemas do país, e dois indivíduos demasiado preocupados com as suas retaguardas.
Eu tenho um sonho. Tirar as malucas do poder.
Conto convosco para me ajudarem.
Votem no Partido da Revista Social e Democrata.

Moderador: Dr. Parte a Louçã…

BD: A problemática de Portugal está no facto de ser um país estagnado. O putativo governo do BD pretende deslocalizar alguns temas e impedir a deslocalização de outros.
Defenderemos também todas as minorias e envidaremos todos os esforços para estas o deixarem de ser, desde fornecimento de suplementos de ferro para quem tem minoria de tamanho à importação de brasileiras devidamente vacinadas e legalizadas para quem tem minoria de esposas.
Se querem proteger o país de políticas desajustadas e deslocalizadas, façam como eu: votem Bloco de Direita, porque o perigo está à espreita!

Moderador: Dr. Salazar…

PI: Vamos falar do que é útil aos portugueses. E nós sabemos o que é útil aos portugueses. Submarinos, cânticos nacionalistas, fadas do lar. Este é um Portugal útil, um Portugal de futuro.
Ainda hoje uma sondagem independente da Universidade Moderna dava-me maioria absoluta, o que prova que sabemos que somos úteis.
Tenham um voto útil. Votem no Partido Impopular.

Moderador: Dr. Cunhal…

PC: Temos de mudar. Mudar a sério. Temos de trazer sangue novo, seguir as linhas democratas, lutar contra este poder que governa mal os trabalhadores, pisca o olho à direita e pratica a política do “Quero, Posso e Mando”.
Sejam Comodistas. Votem em nós.

Moderador: E finalmente, Dr. Dias do Sistema…

POVA: Eu tinha um texto, tinha… já não me lembro é onde… Era qualquer coisa com “sistema”, era… bom, votem em nós.

Moderador: Para você que nos seguiu aí em casa, espero que tenha ficado esclarecido com este debate.
Eu sei que não fiquei.
Boa noite.


CGA