sábado, fevereiro 12, 2005

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

O dilema sócio-económico das viagens de baixo custo
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Para combater as companhias de baixo custo, a TAP lançou bilhetes a 60 euros para destinos na Europa. O mercado das viagens a custos reduzidos é cada vez mais uma realidade dos nossos dias.

Ora o que para uns é uma simples oportunidade de viajar a baixo custo, afigura-se para mim como uma problemática de índole económico-social de proporções incalculáveis para a estabilidade do País.
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Pior que a visita do Sampaio à China.
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Pior que o domínio empresarial espanhol.
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Pior que uma coligação PS / PP / Bloco de Esquerda.
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Quer dizer, o Louçã e o Portas juntos… ok, esqueçam a coligação. Mas é pior que as outras.

Se o(a) digníssimo(a) leitor(a) ainda não pensou nisso, é então minha obrigação elucidá-lo(a):

1. Passa a ser mais barato vestir-se no Harrod’s do que no Colombo – quebra no comércio das grandes superfícies;
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2. Chique não é poder ir ver os tios à Suiça; chique, chique é ter posses para visitar as primas de Bragança – quebra de receitas nas já de si paupérrimas empresas de exploração de pontes e auto-estradas; desertificação do interior
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3. Falando em Bragança, grande parte dos negócios da região devem sentir uma perda de lucros assinalável durante a promoção da TAP, porque Amesterdão tornou-se, subitamente, um mercado competitivo – quebra de receitas na área do alterne e afins (se bem que isto em termos de impostos é zero. E viva a ilegalidade.)
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4. “Algarve?! Mas tu julgas que eu nado em dinheiro ou quê?!” será uma frase cada vez mais em voga – quebra de receita no turismo
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5. Pode-se, literalmente, levar a sogra para TODO o lado nas férias – aumento do número de pedidos de divórcio nos próximos anos
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6. Se optasse entre ir ao ginásio todos os dias ou visitar a Europa uma vez por mês… – quebra na receita do negócio de actividade física; aumento dos problemas de saúde física e psíquica (stress); aumento do custo que o Estado suporta com a saúde pública

Agora podem vir dizer que somos nós que somos lunáticos, mas uma coisa vos garanto: todos temos uma perfeita noção da realidade. Quer eu, quer o Miguel, quer todos os elefantes cor-de-rosa e hipopótamos verdes de 5 patas com quem habitualmente falamos.

CGA