sábado, fevereiro 12, 2005

TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO
O subconsciente esquerdista do PP

Pronto, é ler o título e pensar logo: “Lá vem este e as teorias do elefante cor-de-rosa”.

Pois bem, caros leitores – eu ainda sou daqueles que acredita que há alguém para além do Miguel que lê o que eu escrevo –, desta feita provar-vos-ei que a teoria é mesmo minha, e que o Babar não teve nada a ver com isso.
Ora vamos lá então dissecar a génese do título e depois acho bem que metam comentários a pedir desculpa por pensar que eu não jogava com o baralho todo:

1. O slogan:
PC: Assim se vê a força do PC!
PP: Assim se vê a força do PP!

Para quem ainda está a pensar “Eh pá, ó Cláudio, isto não tem nada a ver!”, refira-se que ouvido soa mais parecido do que escrito. A sério.
Mas realmente, lendo assim com mais calma saltam à vista algumas diferenças.
Com a breca, isto não tem mesmo nada a ver.


2. O hino:

PC: Avante, camarada, avante // Junta a tua à nossa voz
PP: Para a voz de Portugal ser maior // Junta a tua voz à nossa voz

Eu no slogan até admito diferenças, mas uma pessoa olha para esta letra e a primeira coisa que pensa é “Cruz credo, a Dina é comuna!”


3. O líder:
Como todos sabem, Paulo Portas tem dois irmãos: uma (Catarina) é mulher e o outro (Miguel) é de esquerda.
Ora, se existem teorias que defendem que Paulo foi buscar a sua orientação sexual à irmã, é bem possível que tenha ido buscar a orientação política ao irmão.
Simplesmente, como não gosta de ser seguidor de ninguém vestiu uma gravata e inscreveu-se num partido de direita.
É uma teoria sólida, digo eu.


4. Os adereços:
Sem ter pins com foices, martelos, bandeiras de Cuba ou imagens de Che Guevara, aquela boina do Portas nas visitas às feiras não engana ninguém.

E agora não me venham dizer “Ah, o D.Duarte é monarca e também usa boina”.
Pois usa, mas é para ir à caça.
E depois dizem-me “Ah, também o Portas.”
E eu digo-vos… ok, eu esta dou de barato.


E pronto, depois de toda esta explicação lógica que prova que o PP caminha inexoravelmente para Oeste - que é como quem diz para a esquerda de uma forma mais cuidada - venham lá novamente as críticas, vá.
Venham lá os “Lunático!”, “Alucinado!”, “Larga a heroína!”, e essas coisas.

CGA