terça-feira, junho 28, 2005

Não há homens do lixo!

Quais polícias, quais professores, quais quê! Finalmente uma greve que vai deixar o país na merda, ou pelo menos a sua capital.

Mesmo fontes ligadas às centrais sindicais já terão afirmado: “Isto das greves já começa a cheirar mal”.

Esta greve reivindica progressões na carreira trienais. Eu acho que também devia reivindicar algum respeito, com a breca.

A começar pela mania que as pessoas – nas quais me incluo – têm de chamar aos trabalhadores da recolha do lixo “homens do lixo”.

Ora se um tipo trabalha numa clínica de recolha de sémen, alguém lhe chama “homem do esperma”?

E os trabalhadores da Câmara que recolhem os cães e gatos vadios são os “homens da vadiagem”?
Então toca a ter respeito e tratar os homens do lixo com um nome à altura, como “Manuseadores de Recipientes de Resíduos” ou “Exterminadores de Ranço Público”.

Segundo apurámos, a greve pode ainda ter inesperados efeitos para a felicidade dos homens do lixo, como nos confidenciou um grevista:
– Três dias sem sair à noite, e a cheirar a rosas. Esta greve salvou-me o casamento!



CGA