domingo, julho 31, 2005

Debate televisivo

A RTP estará já em condições de assegurar o debate final das presidenciais entre Mário Soares e Cavaco Silva.

Subsiste apenas a dúvida se será transmitido na "RTP 1" ou na "RTP Memória".


CGA

Ah, os 80's...

Pessoal, quinze dias em solo algarvio fizeram-me voltar aos meus tempos de petiz, em que não tinha internet, nem computador, nem TV por Cabo, e os jornais anuciavam candidaturas de Cavaco Silva e Mário Soares.

Com diria a Cesária Évora, "Sôdade... ou talvéz não."

CGA

Voltei, voltei, voltei de lá...

Camaradas, companheiros, amigos, palhaços deste circo que é a vida,tenho uma notícia para vós: voltei de 15 refrescantes dias nos Algarves!

Também tinha boas notícias, mas esqueci-me delas entretanto.

CGA

quarta-feira, julho 27, 2005

Candidato

Após receber um empurrão do primeiro-ministro, Mário Soares mudou o seu discurso pré eleitoral de "nunca mais" para " vou consultar os portugueses", relativamente a ser candidato ou não.

Ora vejamos, como toda a gente sabe, se quer uma coisa bem feita não se aconselha com um português.
Segundo, após este "vou consultar os portugueses" abateu-se sobre o país um dilúvio, em pleno Agosto. Será um sinal dos deuses? Parece-me que este futuro presidente vai meter água ou, mais vulgar, meter o pé na poça.

Preparem-se senhores agricultores que a próxima chuvada é lá para Outubro, dado que Cavaco Silva indicou que só revela as suas intenções depois das autárquicas.


MAP

Chuva !!

Finalmente meus amigos, choveu. Não foram meras pingas a lembrar glórias passadas mas um dilúvio de meia hora com direito a granizo e tudo.

A chuva actualmente faz me lembrar o amigo indesejado: Não aparece quando é preciso e quando chega é só para estragar a festa !!

MAP

sexta-feira, julho 15, 2005

Hip Hop sou eu e... mais quem?

Antes de mais, gosto de Boss AC. Gosto e pronto.Gosto de hits como a “Lena” que, além de ter uma letra sentida é, juntamente com os filmes do 18 que o pessoal gravava em VHS às escondidas dos velhotes (raio de vídeo, tinha uma cabeça que fazia um chinfrim a gravar...), é uma das formas mais baratas de aprender umas palavritas de espanhol.
E gosto bastante do ritmo de “Hip hop sou eu e és tu”.

E é na qualidade de admirador destes ritmos que eu me pergunto: “Isto é giro, e tal, mas serei eu digno de ouvir esta música?” (Eu tenho esta mania ridícula de achar que para ouvir uma música tenho de me reconhecer nela. Acho que é por isso que cada vez que ouvia Nel Monteiro abria dois botões da camisa e pendurava um crucifixo ao peito.)

Reconheço que nos meus idos de adolescente usava calças de ganga tão largas que davam para fazer corridas de saco a dois, e punha a cintura das calças mais abaixo que um carpinteiro agachado.
Usava era aquelas coisas chamadas cuecas, que impediam que eu mostrasse o “Vale Encantado Gay”.

Hoje em dia, apercebo-me que tenho uma relação dúbia com o Hip Hop de cada vez que o comboio passa em Corroios:
“Ena, música porreira. Hip Hop, yo, hip hop, yo, hip… é pá, olha para aquelas paredes cheias de gatafunhos. Mas quem é que escreve isto, pá?! Era limparem aquilo tudo com a língua, é o que é!”
É que eu até compreendo, e admiro, malta que sabe pintar à séria com graffiti. Agora, quem é que passa uma mensagem de respeito escrevendo “A bófia mata, mata a bófia”, “Eu quero é a tua mãe” ou “Johnny Dread do Gingal”?
E não gosto de graffitis feios como não gosto de mensagens de mau gosto escritas a tinta, como “Amora não é África”, “Morte aos pretos”, “Não há Pipis” ou “Viva o Sporting”.

Com estas dúvidas de existencialismo “hiphopiano”, dei por mim a escalpelizar a letra da dita “Hip hop sou eu e és tu”, para perceber até que ponto me revejo neste som. Ora cá vai:

Tu sabes quem é yo
(Por acaso sei. É o Boss AC. Pumba! 1-0 para a cultura hip-hop)
AC o manda chuva yah
(Tivesse o governo aproveitado homens com este poder e o Alentejo não estava em crise.)
Sente a vibe yo
(A vibe é a batida, também conhecida como o “beat”. Isto é muito à frente!)
Yo, a inveja é um sentimento muito feio
Mete na cabeça que não tou aqui a competir num torneio
Não é andar aos empurrões pa ver quem chega primeiro
(Diz isso aos gajos do Metro…)
Ser verdadeiro não é imitar o que vês na t.v. o dia inteiro
(Mas quem é que vê TV o dia inteiro?! Esta gente não trabalha?!)
Não é por eu, ter contrato que és mais real do que eu
(Ah pois não até porque eu também tenho contrato. E a prazo! Toma!)
Tu nao sabes metade do que me aconteceu
Hip hop nao é, banda sonora dum crime
(Não é. Está provado que os verdadeiros psicopatas gostam de música clássica.)
Se pensas que ser tog emociona enganaste de prime
Se pensas que pra chamar a atenção tens que falar mal de mim
(Ena, Alberto João Jardim, granda boca!)
Enganas-te outra vez porque eu não funciono assim
Hip hop é, dar props a quem quer que os mereça

(ao contrário das reuniões de negócio, em que distribui abraços por toda a gente, independentemente de serem uns grandessíssimos patifes! Acho que é por isso que a malta do Hip Hop não curte gestão de empresas.)
Hip hop é ouvir este granda beat e abanar a cabeça
(Hip Hop ou Parkinson. Depende da idade.)
Break dance, grafiti, dj, mc, beat box, street wear, rimar no M A C
(Traduzam-me “rimar”, se faz favor)
A discoteca a deitar por fora, o people com as mãos no ar
(Isso não será uma rusga?)
O dj a mixar, a pôr a tropa a dançar yo
(A tropa a dançar?! Se o Paulo Portas tem apanhado esta letra, cheira-me que o Boss AC era obrigado a cantar o hino nacional e a alistar-se num submarino.)

REFRAO:
Hip hop, don't stop
Traz a tua crew, a festa é aqui (yah)

(Pá, e se não se levar uma “crew”? Porque não levar uma “Lassie”, ou ir num “boguinhas”?)
Dj beat boy, yo, vito mc
Hip hop sou eu e és tu
(pensei que soubesses nigga)

(Não sabia. Mas tenho uma atenuante: eu sou mais “whita” do que “nigga”.)
Hip hop, don't stop (yah)
Põe as mãos no ar, sente o beat

(Isto deve dar um acompanhamento musical aos polícias que é uma coisa doida. Já imaginaram um polícia apanhar um gatuno e dizer:
“- Põe as mãos no ar!”
E ele:
“- Sente o beat!”
“- Põe as mãos no ar!”
“- Sente o beat!”

Dá-me a impressão de que já passou a hora do meu remédio.)

Throw your hands up and move your feet
(Isto é para vender aos “camones”.)
Boss AC sou eu és tu
(Eu sou o Boss AC?! Ainda agora gastei quase 30 contos a actualizar os documentos de identificação… Isto também é gozar com uma pessoa, pá!
Agora com que cara é que vou chegar a casa e dizer à minha mulher: “Querida, descobri que sou o Boss AC. Esquece lá a semana em Peniche.”)


yo yo hey yo
Hey yo hip hop é a gasosa que me faz andar

(Se custar menos de um euro, troco um hip hop por uma carrinha a gasóleo)
É o sol lá em cima, à noite é o meu luar
É, a razão de estarmos aqui
Hip hop é usar um nome que não estava no B.I.

(Bibá Pita, sua doida!)
Vestir XL usar chapéus ao contrário
(Por acaso tenho um tio que só usa XXL, e eu passo a vida a dizer-lhe: “Props, tio, tu és do hip-hop”, e ele “Não sou nada, tenho é 115 quilos”, e eu “Vá, deixa-te de tretas, essa roupa não engana ninguém”, e ele “ A sério que estou gordo. Deixa-te lá dessas tretas do hip-hop e passa-me mas é a alheira.”)
Hip hop é usar palavras que não vêm no dicionário
(Tipo “operacionalização”?)
É, acordar ás tantas pa fazer um granda beat
(Um “granda beat” não digo, mas às vezes tenho a mania de comer chocolates à noite, e depois é acordar às tantas para fazer um “granda smell”)
É copiar os passos, dança do big street
Dizer o que mais ninguém diz

(Props para o Copérnico!)
Não ter dinheiro, mas mesmo assim ser feliz
(Se o IVA continua assim, cheira-me que o hip hop vai ter mais adeptos que o Benfica.)
É ouvir um som, e ficar tipo em transe
(Isso não é Hip Hop, é Ecstasy)
Uma definição que não está bem ao nosso alcance
É passar numa rua, deixar lá um tag

(Sem comentários)
Hip hop é desafiar o mc que se segue
(Eu uma vez comprei umas calças da MC e desafiei o vendedor: “Só tenho 10 euros!”, e ele ”São 12 e meio” e eu “Ah, descobri uma moeda de vinte, só tenho 10 euros e 20 cêntimos” e ele “ Abaixo de 13 nada feito!”. Desafiei o preço das MC e mostrei que sou um dread. E as calças eram boas.
Valeram bem os 15 euros.)

É, modo de vida, modo de ser, modo de estar
Hip hop é o que sou e o que sou vou continuar yo
(Isso é a chamada postura Santanista. “Eu sou assim, os outros 9.999.998 portugueses é que não percebem nada disto”. Perguntem ao Miguel Almeida que ele explica-vos.)

REFRAO

Hip hop é teres direito de discordares do que quiseres
(Olha lá, onde é que tu estavas no 25 de Abril?!)
E não é menos hip hop só porque falas de mulheres
De certa forma (hip hop) é estar na política

(Anda a malta do hip-hop a tentar provar que hip-hop não são uma cambada de gatunos e depois vêm-me com comparações destas! Estás no bom caminho, estás…)
Não aceitar tudo calado nem desenvolver consciência crítica
O som que analisa, critica, contesta

Não te esqueças que hip hop também é festa
(Ah bom! Gajas!)
Ritmo e poesia é o que nos caracteriza
E quem não sabe dançar improvisa!

(Por essas e por outras é que eu acho que os noivos deviam dançar hip-hop no casamentos e não a valsa, porque o nível de bebedeira do nubente só dá mesmo para o improviso.)

REFRAO


to the hip to the hip to the hop
hip to the hip to the hip you don't stop
hip to the hip to the hip to the hop
hip to the hop to the hip you don't stop

(Tinha amigos que cantavam tipo “hic… ‘tás bom? Hic… hic… hic… és um gajo… hic… porreiro… hic” Perderam-se grandes MC’s só por confundirem hip-hop com uma bruta carraspana.)


Olho para o que acabei de escrever e percebo que já não tenho 15 anos, e uso o cinto acima da zona púbica. Mas vou continuar a ouvir hip-hop.
Com a breca, o meu pai também ouve Dino Meira e nunca emigrou. É o que se chama “abertura de espírito”.
“Respeito!”

CGA

quinta-feira, julho 14, 2005

DAHL !!

O Benfica acaba de contratar Jon Dahl Tomasson.

Como adepto do Glorioso só me resta dizer-lhe: "Ó Jon, Dahl de força!"


CGA

terça-feira, julho 12, 2005

A essência das férias

Todos nós achamos que precisamos de férias para fugir ao stress e horários rigidos do trabalho. E quando chegam as férias apercebemo-nos do quão verdadeiro esse pensamento é:
- Que bom que estamos de férias, amor...
- É verdade, viva o descanso e a flexibilidade horária. Olha lá, por falar em horas, já fizeste o almoço?
- Ainda não, amor.
- Então, mas já são dez para a uma. Ouve lá, queres que eu almoce às duas, é?! Daqui a bocado estou a lanchar, não?!

Na verdade, a essência das férias é meter pirraça aos outros. Ponto.

O dia mais feliz das férias é sempre o último dia de trabalho. Mais do saber que se vai de férias, não há nada melhor que mostar aos outros que vamos de férias.
"Eh pá, que cansaço. O que vale é que vou de férias."
"Olha, se isto não ficar feito hoje, podes pegar no assunto? É que eu vou de férias."
"Então, bom fim-de-semana. Ai que cabeça a minha... até para o mês que vem. Vou de férias."

Para as mulheres, ir de férias representa também a opportunidade de finalmente ter tempo para fazer algo que realmente as excita e lhes dá prazer: a mala.
A mala de uma mulher faz-me lembrar a Arca de Noé. Tem roupas de todas as espécies, e leva sempre duas de cada.
- Vou levar também a minha gabardina nova.
- Querida, não temos mais espaço.
- E se estiver a chover?
- Querida, vamos ao Sahara em pleno Verão! Vamos andar no deserto, ok? Deserto! Areia quente!
- Pronto! Desculpe, sim?!... Olha lá, três pares de sapatos de “Salto Agulha” chegam?

Deve ser por isso que não há muitas mulheres astronautas. É difícil explicar que dentro de uma cápsula espacial o fato espacial é o mais indicado, mesmo que não seja laranja, não tenha decote e não mostre o umbigo.

Para os homens, as férias são o período de descanso por excelência. É a altura em que despimos o fato e mergulhamos na Natureza.
Só nós, as árvores, os pássaros, e o computador portátil com acesso ao e-mail da empresa.
Há ainda quem leve algo que o faça rir ou descontrair.
Eu levo livros.
Há quem leve consolas. Ou jogos de tabuleiro. Ou música. Ou CD’s da Dina.

O problema é arrumar tudo no carro. A começar pela lógica do “vamos pelas prioridades”.
Malas de roupa, sacos com sapatos, malas de roupa, sacos com chinelos, máquinas fotográficas, máquinas de filmar, música para o caminho, comida. (Por esta ordem de ideias).
E às vezes consegue-se arrumar tão bem o carro que ainda sobra espaço para levar os miúdos.


Destino de eleição: Algarve. Não há nada que não se faça pelo Algarve.
“200 contos por quinze dias? Oh querida, é o Algarve, deixemo-nos de mesquinhices.
Vamos é pela Nacional que a portagem está pela hora da morte.”

A Nacional continua a ser o roteiro de muitos portugueses. É muito mais barata, e há sempre a aliciante de se bater o recorde de ultrapassagens em lombas estabelecido no ano anterior.

E não se vai para o Algarve num carro qualquer: vai-se no “Boguinhas”.
O “Boguinhas” é a “Lassie” dos automóveis. Não há chefe de família que não tenha um Boguinhas.(Para quem acha que é chefe de família e trata os carros pela marca, veja lá se tem respeitinho e trata o carrito pelo nome.)

Há três coisas fundamentais no Boguinhas:

1. Água. Tem de ter os níveis de água no máximo, principalmente o da água do limpa-vidros, para a malta poder encharcar o carro que vem atrás;

2. Óleo. Éque é o que diz o mecânico. Se houver muito dinheiro vai um óleo GTX Super Turbo GTI Kompressor, se houver pouco vai “Três A’s Girassol”. Tem é de haver óleo;

3. Vidros eléctricos. Os vidros manuais têm uma vantagem em eventuais portagens: pode-se sempre fingir que estão perros, o que dá tempo para a patroa contar os trocos.
Mas não há nada pior que querer baixar o vidro para mandar um piropo e ficarmos com esgar de quem está a levantar 3 bilhas de gás. Além de ter como banda sonora o coro de ratazanas de Santo Amaro de Oeiras: “Ih, ih, iiiih, iiiih”.

Há uma quarta coisa que todos acham fundamental que é o Ar Condicionado. Sinceramente não vejo porquê, e acho até que carro com AC não tem o direito de se chamar “boguinhas”.
As miúdas de hoje em dia são exigentes, já não se contentam de ver um homem de t-shirt de alças de rede, pêlos no peito, crucifixo em prata e palito na boca.
As miúdas querem ver o braço de fora e a pele a suar. E isso, meus amigos, não é com o vidro fechadinho e brisa de 20º que se consegue.

Além disso, se há utensílio ridículo nas bichas é o Ar Condicionado. Um gajo sai do boguinhas para discutir com quem quer que seja e parece que aterrou num país de mimos.
Eu bem que os espicaço e firo-lhes a masculinidade com grandes tiradas de antigamente:
“Sai cá para fora, ó… ó calorento!”
“Anda para aqui sem bronzeador, se és homem!”
“Não te estou a ouvir. O popó tem vidro duplo, é?”
(Esta é só em casos de emergência, reconheço que é um bocado forte.)

E com esta treta toda já raramente há discussões, escasseiam os concursos de volume de rádio (bons tempos em que o meu Grundig-Bonga arrumava os Alpine-Marco Paulo que pululavam nas outras viaturas) e chega a haver Verões em que não vejo uma única cena de pancadaria. E tira um gajo férias para isto.
É por essas e por outras que prefiro viajar à noite, quando o puto está a dormir. Que raio de valores é que se consegue passar à juventude se uma viagem para o Algarve se resume a rails, carros da Brisa, meia dúzia de chaparros e um polícia a mandar-nos parar em Aljustrel?

CGA

quarta-feira, julho 06, 2005

Poker de Cegos



- Dobro a minha aposta!
- Ah, é bluff! Pago para ver! Tenta bater 4 ases!
- 4 ases?! Deves estar a ver navios, é o que é. Vou buscar mais fichas para apostar.
- Sssht! Sossegadinho aí, que tu queres é ver-me o jogo!
- Eh pá! Tu sempre foste um desconfiado…
- Isto aqui é como São Tomé, meu amigo: ver para crer!



CGA

terça-feira, julho 05, 2005

Era banir os chinocas, senhor guarda!

Em primeiro lugar, acho até que o timming das afirmações de Alberto João Jardim foi culpa dos bastardos do continente, que fizeram uma rambóia nacionalista no Martim Moniz e nem foram capazes de dar um telefonemazinho a convidar ninguém.

O CSD-PP já demonstrou que compreende a preocupação de Jardim (para quem ainda não percebeu pêva do que eu estou a falar, é favor carregar no link), porque não se pode dissociar a entrada de chineses com a abundância de produtos chineses. Está visto que faltou muita gente nesse fim-de-semana.

Apraz-me dizer que não compreendo estas afirmações, mas também dizer que não sou daqueles que dão sempre um pequeno desconto ao que diz Alberto João Jardim (AJJ).
Pessoalmente, só costumo dar pequenos descontos às afirmações de figuras como Linda Reis, Zé Cabra, ou Hélder o Rei do Kuduro.
Quando fala AJJ, o meu cérebro entra em Saldos.

Porém, uma coisa admito: o chinês e o indiano não têm nada a ver com a “Pérola do Atlântico”.

O chinês gosta de trabalhar muito e, pior, trabalha no próprio local da empresa. Ou seja, em vez de ter espírito empreendedor e criar uma offshore na Madeira, vai mesmo para lá, ainda por cima trabalhar.

Além disso, tiram o negócio da restauração aos turistas.
Tem alguma graça ir à Madeira comer uma boa espetada à madeirense, quando temos do outro lado da rua um típico chop suey de galinha?

E nunca ninguém viu chinesas de fio dental, logo não é povo que se integre na cultura “Jardinista”.

Para piorar a situação, os chineses são morfologicamente irritantes. São tão altos que fazem lembrar o Marques Mendes.
E mesmo que quisessem ajudar na campanha para ficarem bem vistos, dava fiasco, porque “Albelto João Jaldim” não é nome que se pronuncie com facilidade, com a breca.

O indiano ainda tem a vantagem de idolatrar porcos, de maneira que era um voto seguro.
Mas vende rosas, e isso, valha a verdade, não é actividade que se tenha em terras de Alberto João, pá. Ainda se vendesse laranjas…

Tenho cá para mim que a solução na Madeira era banir tudo o que fosse estrangeiro.
Menos as offshore.
E as brasileiras. Não há nada como as brasileiras. São estrangeiras, mas é tudo gente de bem. E usam fio dental.
E cheira-me que, um dia que o Sr. Alberto João venha a uma boa casa de alterne lisboeta, também há-de pensar duas vezes na situação das emigrantes de leste.

PS: Os chineses que nem pensem em mandar jornalistas para fazer reportagens sobre o sucedido. Se há coisa pior que ser chinês na Madeira, é ser um chinês bastardo do continente.
E digo bastardo para não dizer filho da p***.


CGA